''Adolescência''. Eu não suporto essa palavra, em especial, quando dirigida a mim.
Socialmente adulta mas, de fato, uma verdadeira criança. Nunca adolescente. Não gosto de ser referida como adolescente. Adolescência me lembra imprudência.
Ontem ouvi a melhor definição de neurose: ''Insensibilidade com a história do outro'', ''Incapacidade de empatia''. E nunca fez tanto sentido acreditar que vivemos num mundo neurótico. Somos todos neuróticos. Eu sou neurótica, você é neurótico, Freud era neurótico.
Mas falo sem sentir remorso algum, sem hipocrisia: Eu escolhi a psicologia como profissão no intuito de me tornar mais humana. No intuito de sentir o outro e ser um pouco melhor pra mim mesma.
Só que todos os dias, especialmente na faculdade, me deparo com tudo aquilo que abomino e jamais quero ser. Psicólogos? Não. Na minha opinião - leia opinião de uma zé-ninguém- o corpo docente da minha universidade é composto por ''Mestres em Desprezo com o Próximo'' e ''Doutores em Arrogância''. Isso me torna ainda mais distante dos meus sonhos. Esse curso está tão longe, mas tão longe de tudo que idealizei... Psicólogos?
Eu acreditei severamente que a psicologia era uma ciência humana e além: Uma ciência em prol da humanidade. E agora, tenho a sensação de que as pessoas querem torná-la uma ferramenta de consolo para suas vidas infelizes. ''Veja, sou psicólogo, sou poderoso. Mas sou complexado, broxa e infeliz''. Como eu repugno o narcisismo desses malditos profissionais!
Eu só queria ser um pouco melhor. E tudo que consigo é me tornar reclamona, incerta, descompromissada, irresponsável. Eu queria um exemplo pra seguir. Estou farta de só ter exemplos a não serem seguidos. Estou farta de viver a vida como eu vivo.
Eu quero a chance de acordar de manhã exalando certezas e respirando objetivos. Eu quero a chance de ser feliz comigo outra vez.
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