sábado, 5 de maio de 2012

''Quando você vai embora...

Os pedaços do meu coração sentem sua falta...''

Sabe meu amor, algumas vezes eu surto. Eu surto porque sou gente, surto porque sou feita de carne. Sei que você me entende. És tão gente quanto eu.
Penso as vezes que somos muito jovens pra arcar com esse torvelinho de sentimentos. Alguns são tão fortes, que vejo que é preciso amadurar idéias para apreciar sua complexidade.
Assim é o amor. O amor existe pra todos, mas são poucos os que conseguem desbravá-lo em sua totalidade. A gente se desenvolve com uma pré-concepção sobre o amor e por essa razão, as vezes deixamos que ele nos escape. Você bem sabe ''como são feitas as entregas de amor''.
Não tenho sequer duas décadas de vida, mas me sinto honrada  por ter a chance de te amar, de conseguir reconhecer essa dádiva rara e acima de tudo: ser grata.
Sendo honesta, não nego meu orgulho. Mas não me vanglorio, porque se me foi dada a vida, nada mais justo e coeso  que vivê-la com todos os seus bônus e ônus.
Eu pedi pra enlouquecer algumas vezes. Isso porque não sabia que um sentimento podia ser vivido tão intensamente como sei agora. Hoje vejo que não é insanidade que eu queria. Era questão de deixar a vida pulsar, fluir...
E eu sou inexperiente nesse novo tipo de amor. Esse amor puro, verdadeiro,  que todo mundo um dia sonhou mas que muitos não encontraram ou tiveram medo de viver.Esse que parece de conto de fadas. Por isso, te peço paciência... porque com toda a coragem  me entreguei de cabeça, sem pensar duas vezes. Agora só é preciso encarar seus desafios. Mas é só com teu apoio que se faz possível vencê-los.
É tão astuto esse tal de amor, que quando você vai embora, me torno como rio que congela no inverno rigoroso: Fico frágil e rígida. As vezes, quase me despedaço. Mas, basta surgir o sol que a mesma água que congela e se fragmenta; se reintegra. E o rio retoma seu curso natural em seu estado natural. E assim sou eu também. Portanto, não tem que se preocupar. Só preciso que me aqueça. Tudo porque te amo e quem ama se torna parte do outro. Não, não é dependência. É amor. É amor porque é despretensioso e sem razão. É amor porque tem que ser, não porque a gente quer que seja.
Apesar da minha fragilidade, da minha instabilidade, só tenho motivos pra te agradecer por ter se constituído uma nova certeza na minha vida. Clamo encarecidamente pela tua compreensão. Pra mim é inconcebível a ideia de jogar fora a melhor sensação que já tive nesses meus quase dezenove anos, portanto, tenho medo.
Mas o  que tenho de mais valioso hoje é a certeza de que sou humana. Essencialmente humana. Sou amante, errante, bem aventurada por ter comigo quem me completa. Contente pela vida ter nos unido de modo a fazer valer nossas experiencias doídas. Porque não seríamos quem somos hoje, meu querido, não fosse pelo gosto amargo experimentado pelas nossas bocas. Que valor daríamos hoje à doçura que tem o nosso amor?
Me entretenho por horas pensando em como tudo faz sentido agora. Tudo que ficou pra trás, tudo que foi embora, cada lágrima derramada. Sempre houve um porquê.
Será que me tornei crédula do destino? Não sei.
Se existe mesmo destino, o nosso foi entrelaçado, bem como nossos corações. Não duvide... Porque te amo com a certeza de que amanhã te amarei ainda mais.

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