Ah, eu que nunca fui nada convencional, sou sensível a cada ato ínfimo.
Não me tirem o direito à anomia do amor. Não me estabeleçam regras no que não é de jogar.
Felicidade não se explica, sentimento não se justifica.
Nada me tira o sorriso quando sou lembrada através de suas músicas favoritas. Meus olhos brilham quando, em poesia, vejo nós dois descritos.
Se pudessem ver aqueles seus olhinhos, não diriam qualquer palavra. Se sentissem os tremores que sinto nos joelhos, se ouvissem a sincronia das batidas em nossos peitos ou sequer sentissem a combinação perfeita de nossos cheiros, haveriam de ter mais respeito.
Não os culpo por não entender o sentimento que não é todo mundo que se dispõe a ter.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
'' Se têm a verdade, guardem-na! ''
''mimimi você estuda psicologia, devia saber lidar com isso... deveria estar acostumada com aquilo...''
''Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram? '''
''Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram? '''
- Álvaro de Campos
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Talvez algo tenha que mudar
Se sinto que perdi o controle e o sorriso deu lugar ao choro, talvez algo tenha que mudar.
Se as cores que tinham as ruas, resolveram desbotar, talvez signifique que algo tenha que mudar.
Se ao invés de sentir a liberdade tocando meu rosto, sinto medo que paralisa minhas pernas, talvez já seja hora de mudar.
Se da felicidade já não desfruto o gosto, se frente ao espelho sinto desgosto, terei que mudar.
Insuperável essa saudade que eu tenho de quando tudo era mais simples. Insuportável é a dúvida que carrego nesses dias tristes.
É tão difícil acreditar, mas no fundo, sei que só minha própria companhia existe, insiste e jamais me abandonará.
É duro admitir, mas só interessa quem está certo do seu próprio caminho. Mostre estar inseguro sobre a trilha e verá que já é hora de cuidar do próprio umbigo e escolher o próprio destino.
Se as cores que tinham as ruas, resolveram desbotar, talvez signifique que algo tenha que mudar.
Se ao invés de sentir a liberdade tocando meu rosto, sinto medo que paralisa minhas pernas, talvez já seja hora de mudar.
Se da felicidade já não desfruto o gosto, se frente ao espelho sinto desgosto, terei que mudar.
Insuperável essa saudade que eu tenho de quando tudo era mais simples. Insuportável é a dúvida que carrego nesses dias tristes.
É tão difícil acreditar, mas no fundo, sei que só minha própria companhia existe, insiste e jamais me abandonará.
É duro admitir, mas só interessa quem está certo do seu próprio caminho. Mostre estar inseguro sobre a trilha e verá que já é hora de cuidar do próprio umbigo e escolher o próprio destino.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Tinha de ser justo amor, meu Deus?
“Podia ser só amizade, paixão, carinho, admiração, respeito, ternura, tesão. Com tantos sentimentos arrumados cuidadosamente na prateleira de cima, tinha de ser justo amor, meu Deus? Porque quando fecho os olhos, é você quem eu vejo. Aos lados, em cima, embaixo, por fora e por dentro de mim. Dilacerando felicidades de mentira, desconstruindo tudo o que planejei, abrindo todas as janelas para um mundo deserto. É você quem sorri, morde o lábio, fala grosso, conta histórias, me tira do sério, faz ares de palhaço, pinta segredos, ilumina o corredor por onde passo todos os dias. É agora que quero dividir maçãs, achar o fim do arco-íris, pisar sobre estrelas e acordar serena. É para já que preciso contar as descobertas, alisar seu peito, preparar uma massa, sentir seus cílios. “Claro, o dia de amanhã cuidará do dia de amanhã e tudo chegará no tempo exato. Mas e o dia de hoje?” Não quero saber de medo, paciência, tempo que vai chegar. Não negue, apareça. Seja forte. Porque é preciso coragem para se arriscar num futuro incerto. Não posso esperar. Tenho tudo pronto dentro de mim e uma alma que só sabe viver presentes. Sem esperas, sem amarras, sem receios, sem cobertas, sem sentido, sem passados. É preciso que você venha nesse exato momento. Abandone os antes. Chame do que quiser. Mas venha. Quero dividir meus erros, loucuras, beijos, chocolates… Apague minhas interrogações. Por que estamos tão perto e tão longe? (…) Não nego. Tenho um grande medo de ser sozinha. Não sou pedaço. Mas não me basto.”
(Caio Fernando Abreu)
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