Ai de mim que escrevo por salvação,
que escrevo por precisar
Bom seria transbordar
Transcender transpiração,
mas a
minha frustração
Foi não
imaginar
Que meus versos miseráveis
Poderiam causar medo
A
quem muito além
de desejo
Eu senti tão
intensa inspiração.
Ressoa agora nos quatro cantos da mente
Minha consciência
insolente
A culpa
pela paixão
irreverente
Que outrora nutriu essa inanição
de sinceridades verdadeiras
que esse querer-te por inteira
É ambicionar mais ambição
Ai que minha preta tão querida
Foi-se embora da minha vida
Me
contrariando sob
sua contradição.
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