terça-feira, 28 de julho de 2015

Auto do Belzebu Imperialista

[ELES] Lá vem o gigante que só tem tamanho e não trava batalha! Lálálá-lálá-lá, ele não é de nada! 
Se banha de atlântico, mas é pacífico... Lálálá-lálá-lá ele não é de nada! 

Apaga essas linhas
,.. recorta.., refaz... APAGA, apaga, apaga 
Que HISTÓRIA é essa, 
de GENTE INCIVILIZADA? 
SOBREPÕE, ANULA A FALA
GRITA, ESCREVE EM CAIXA ALTA! 

História? História... 
Descobrimos, descobertas.
Tratado de Tordesilhas.
Veias abertas.
O que estava escondido? Não importa
Varre tudo, varre logo! 
Abram alas para o rei.
Varre tudo e embranquece, 
só pro inglês ver.
APAGA!!!

[Nós] fomos apagados...
Somos desgraçados! 
Ah, se um dia formos mais abastados...
Inglês nenhum nos evocará bastardos.
[Poeta Cínico] Ofuscado o pobre vira-lata não se acha, não se encaixa, reitera sua desgraça 
"Calor e sol é muito sem graça, 
por que as praças não estão cobertas de neve?"
Sonha, sonha... Que de viver não se carece!
Esquece-te da onde vens que tua autoimagem se encarece.
Agora vai e nega que o rock-baixo-astral reduz a tua prece
O poeta baiano já dizia 
que o que não queria 
era viver
e tão somente só através dos discos
Mas você, meu amigo e irmão
Não se reconhece na Bahia,
Tampouco poderia
Prefere ser sozinho e diferente 
Do que amar sua própria gente

[Nós] Nestes versos que vos falam
nenhuma novidade
Sem muita sagacidade
Repete-se o exaustivo clichê:
Chega de Brasil com Z, 
Já chega de Brasil com Z. 

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