terça-feira, 28 de julho de 2015

Esteves nauseado

Será que chega o tempo
Será que é dessa vez?
É a maturidade que bate ao peito,
Sou eu que regresso aos dezesseis?

Na nova fase,
Surge ainda  mais tese
Vou tecendo a nova era
desvendando dialética
em todo canto e cada parte

Dois lados da mesma moeda
Lados de uma só face
Lábios lado a lado
Ao invés de colados
Onde o amor se esconde
Na idade pós-moderna?

Rápido,
sigam aquela síntese,
que é que nos interessa!
Ô, mas a vida é complexa!

Devo ajudar a construir
O mais novo paradigma?
Contribuir com a revolução da ciência ?
Me dêem licença,
Ocupo-me ainda de sentir

Em conserva,
não só azeitonas
Mas costumes avessos e
aos versos nenhuma sobra
Pouquíssima atitude
Só a fulgaz inquietude
que é ser jovem

Mas pra filósofo de boteco
Bastam palitos de dente
Pra espetar nas azeitonas da tradição
Comê-las com a mesma  verdade
Com que se come a história
                                       (nenhuma)
Por onde anda a indignação?

Ah, poetaaspirante
Assume que não é
Ninguém mais que Esteves-sem-metafísica
Lá da Tabacaria de um gênio que se achava louco
Por saber que há tantos gênios pra si
Toma logo para ti que da tua boca
Não sai uma única palavra
que não seja puro engodo
ôo, que saco, que enjôo!

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