sexta-feira, 2 de agosto de 2013

O que caralhos você está fazendo aqui?

Idolatrar o Poder pode parecer obsoleto. Mas não pra mim. Sempre funciona comigo, até mesmo nos mais frágeis símbolos.
Aliás, quão débil sou eu diante de qualquer porra de imagem pseudo-autoritária? Com exceção da divina, porque é sempre um passatempo duplamente excitante blasfemar contra Deus. Em primeiro porque nem mesmo acredito que exista e em segundo porque nos lapsos de crença surge aquele prazer ignóbil em desautorizar a entidade suprema. Infantil, confesso. Porém, inenarravelmente sincero.
Eu que me afundo em combustível oriundo de uma imaginação profana, descomungo a mim mesma da ordem moral toda vez que me surge algum pensamento a seu respeito. Não é todo mundo que desperta em mim o lado sórdido. E atente para o fato de que sequer te conheço.
Mas, como não ser boa, como não ser fofa, como não ser delicada e reverente à uma verdadeira ameaça? É, eu me afundo. E digo mais: Não me importo nada. Me afundo e não nado de volta à superfície. Não, não sei fazer jogo duro, tampouco aprendi a esconder o jogo. Despejo o deck sobre a mesa, já que dessa aposta não perco e nem levo nada.
O que será que é você? O que caralhos você está fazendo aqui?
Se veio por bem, espero que fique mais. Se foi por mal, então foi um mal necessário. Deveras necessário. Substituível, porém indispensável. Porque no final das contas o trabalho de destroçar meus tabus acabou ficando por sua conta. Por sua conta e meu risco. Mas eu assumi os riscos desde o início.
Então, sei lá. Valeu aí, de verdade mesmo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário