Arranque-o do peito, dilacere-o.
Esfregue as feridas com vinagre e sal.
Esmurre-o com força até desfalecê-lo.
Corra, transpire a dor, mantenha os músculos rijos.
Regue os tecidos com líquido venoso.
Aqueça, abrase, combuste. Nunca pare, jamais desista.
Esfole a carne, esfacele as células.
Porém, sobreviva.
No final, as cicatrizes serão robustas, mas indolores. E os riscos? Os riscos são letais. Mas verdade é que só se percebe a vida ao contrastá-la com seu oposto. Só se vive porque se morre. E a morte é irremissível.
Nenhum comentário:
Postar um comentário