sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Ser ou parecer? Eis a questão.

Representar dói. Representar diminui uma verdade que existe acanhada nas profundezas do ser.
Ser dá prazer, mas as vezes não funciona. Ser escancara, desmonta, desmascara.
Sorrir é bem mais doído que chorar. O choro, que é ofício da criança, é espontâneo. O sorriso é político, pretencioso e adultero. 
Olhar nos olhos é revelação. Desmorona expectativas, endurece ressentimentos, mas ensina superação.
Olhar nos olhos é revolução. É ter coragem de abandonar a vil representação. 
Papéis podem combustar, perecer, esfarelar. Ideais não. 

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