domingo, 2 de agosto de 2015

Quem somos?

Tantos são os dramas, tão extenuante é o caos do mundo e não há visionário que desate o embaraço: O que envaidece hoje trará vergonha amanhã?
Somos partidários da cólera dos tempos ou tão somente existimos?
Quando da concepção de nossos corpos já estava tudo desse jeito? Conceberemos alguma ideia ou através das ideias fomos meramente concebidos?
Ser produto é diminuto, abrevia ainda mais uma presença já tão curta... Não obstante, ser fator é manifestamente fatídico e arriscado.
Em cima do muro não nos cabe. Não há mais muro capaz de sustentar tantas divergências que nos incidem sob ângulos múltiplos e no final desbaratinam-se em nada, no nada.
Vamos assistir a tudo sentados sobre os escombros do passado?
Diante do tribunal da história seremos réus, vítmas, fracassados, medrosos, dissimulados?
O que seremos?
Quem somos? O que queremos?

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