segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

DOIS MIL E CATARSE, pra começar o ano bem

Vi gente cercando, dispondo da alma até se fosse preciso, aquilo que acreditava ser de sua posse, chamando o que era do mundo de "meu".
Vi gente dedicada, gente bramindo bravamente, evocando pelos quatro cantos da Terra os seus direitos. Mas das palavras que proferiam, só conseguia-se identificar um inextricável canto de proposições idiotas, vulgares e egoístas, que se substanciavam na palavra "EU, EU, EU..."
Vi gente maltratando, assassinando, esquartejando outrem, sob alegação de não serem seus iguais.
Vi gente orgulhosa dos anais mais fúteis. Ouvi os jargões mais frívolos.
Às causas mais inúteis, conferiram maior prestígio.
Vi gente plantando sementes de ódio. Vi germinar a desesperança.
Vi os mais justos, injustiçados, colhendo desespero, fatalismo e ignorância.
Vi sorrisos comprados, sorrisos vendidos, sorrisos invetados.
Vi a conversão da vida em bens consumíveis, perecíveis. Vi horas e horas de trabalho pesado, de suor salgado, investidas em pão e circo.
Vi, ouvi, vivi... tentei engolir, não consegui digerir. Vomitei consciência, arrogância, e um repúdio infinito.
Respirei.
Esse não era o caminho.
Como na alegoria da luz no fim do túnel, agarrei a última centelha da boa perspectiva.
Isso tem de mudar! O mundo há de mudar.
Que 2014 seja bem vindo e traga a revolução consigo!

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