terça-feira, 23 de abril de 2013

Um eminente canalha

E é assim, fingindo não querer, que ele as assalta da segurança de suas certezas, da quietude de suas almas.
As pega desarmadas, este canalha, este putrefato ser.
Coa o sangue de seus corações esmagados, só para bebê-lo sozinho sob o luar que reverbera sua cara cínica, pálida e desavergonhada.
Escolhe a esmo a quem sortear aquelas lágrimas dissimuladas ou a quem condecorar com a medalha das otárias.
Proferir ''eu te amo'', para ele, não é coisa rara nem cara.
Com expressão severa e pérfida racionalidade, não se detém de sua perversidade.
Se embaraça em seus dilemas.
Diz valorizar a amizade, mas sacode a genitália toda vez que vê um rabo de saia.
Carrega consigo as insígnias de suas nefastas vitórias sobre aqueles amores trouxas de outrora que sem qualquer pudor, ele fez nascer, combustar e arder.
E com inegável habilidade consegue esgueirar-se, como um rato, pelas beiradas das desculpas fiadas, diz que sua mente nunca está mal intencionada e que em sua ingenuidade e inocência todos devem crer.
Ninguém que não visse (como eu vi) sua auto-estima escorrer pelo ralo entenderia a razão para tais atos.
Fatos compreendidos, porém não justificados.
Humano desqualificado.
Um ladrão de almas, de valores e de moral.
Um cretino, um verdadeiro animal.

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