Era um planeta que recebia muitos visitantes, mas eram poucos os que ficavam.
Sua natureza era bastante hostil as vezes e pra se tornar habitante, era necessário muito afinco, muita perseverança.
Suas tempestades eram intensas, mas seu solo era bem rígido. Sua atmosfera podia ser maleável, mas sua robusteza era inflexível.
Eu o via cintilando bem longe. Uma adorável estrela vermelha. Mas mesmo distante, sabia que havia lá uma morada só pra mim. E eu o considerava meu lar primário pois depois de desvendá-lo, a Terra perdeu suas migalhas de esplendor.
Quem um dia denominou-o estrela da morte, é porque não foi agraciado com a força oriunda de sua fúria. Sua fúria não era necessariamente má se compreendida ou bem sublimada.
Independente de quais fossem as circunstâncias, era sempre um astro acolhedor. Não importando quão grande fosse minha frieza, apenas me aquecia.
Hoje seu brilho continua ofuscando a órbita mórbida de todo o restante da população galática. Continua colossal e arbitrariamente emana, para mim, sua boa e exasperada energia.
Não obstante, continuo a admirá-lo, mesmo que sem poder fazer visitas com a frequência que gostaria.
Mesmo que sinta medo de que se torne mais populoso do que sua extensão possa suportar, ainda me felicito em saber que há pra mim um lugar guardado e que possivelmente continuará guardado mesmo que eu jamais volte lá.
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