sexta-feira, 2 de março de 2012

Da ira à razão

         Maldita mente, fraquejaste! Como pôde colocar-me tão desesperada mesmo  sabendo que o corpo, por conseguinte,  corria o risco de padecer?
Jogo de mau gosto este que jogaste comigo, minha mente, minha exclusiva companheira da noite.
    Preocupação infundada, insegurança traiçoeira, angústia infernal, não quero a vossa companhia! Mesmo que estes sejam os dias mais escuros da minha vida... Que seja bem vinda a racionalidade. Esta sim! Que me visite todas as noites, que não me abandone como fazem as pessoas. Porque as pessoas são errantes, mas isso não se aplica a velha e boa razão.
   Fiz um pacto esta noite. Um trato comigo mesma! E jurei pelo amor da minha mãe que está no céu, que hei de tomar controle sobre mim, sobre meus atos.
   Colocar-me-ei em primeiro lugar daqui pra frente, pois como se diz,meus caros, o limiar entre a sanidade e a loucura é ínfimo. Suficientemente ínfimo para ser rompido pelo desespero e  ira passageira.

    E quanto a ti, mãe querida, veja que tua filha aqui na Terra há de alcançar toda magnitude da tua força em vida, pois foi está a lição que deixaste pra mim e é esta lição que seguirei!




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