No que parecia ser a mais densa e cega escuridão dos meus dias,sinto que de repente encontrei quem procurava há tempos. E que a luz do lampião era incapaz de iluminar, sabe-se lá, por qual motivo. E no momento desesperado em que ela se apagou e pensei que ia ficar sem ver, apareceu você com a luz do Sol.
Saber que você existe de fato seria empolgante mesmo que estivesse do outro lado do planeta.
Estou abismada com o sentimento que carrego. Já não acreditava mais na existência dele. Já estava habituada com a minha realidade fria, medíocre.
Esse afeto tem caráter tão puro, despretensioso. Sua própria natureza não permite que eu deposite mais expectativas do que devo. Sua própria essência requer cautela, paciência.
E o que antes era tão pouco, hoje é motivo pra acordar sorrindo. O que era tão bobo, hoje me faz transbordar em alegria.
O prazer da aventura justifica todo risco que corremos. Os temores que sentimos, faz jus àquela verdade comum de que sacrifícios valem a pena e que o impossível só existe pra quem é fraco... Ou insensível.
Eu amo tudo que tem me ocorrido. Amo o que estou sentindo. Amo quem e como você tem sido.
E quando digo que amo que seja quem é, então... Estou dizendo que te amo?
sábado, 31 de março de 2012
segunda-feira, 26 de março de 2012
Há você em mim
De madrugada, eu odiava seu cheiro de cigarro.
Mas era bom conversar sobre tudo, levantar hipóteses sobre as pessoas, sobre o mundo.
E queria que eu deitasse na cama do teu lado, como um bebê. Eu era seu bebê. O que tinha de errado?
E agora ainda me sinto o mesmo bebê de outrora. Só que sem você aqui.
Eu odiava que tentasse me controlar. Hoje, me sinto perdida por não ter com quem falar sobre várias coisas.
Sim, seus conselhos não eram sempre bons. Mas eu gostava e em alguns acreditava, igual receita de bolo.
Me lembro de sairmos... Eu tão pequena, tinha medo que bebesse, que algo errado acontecesse. Não queria estragar tudo. Queria poder sair com você sempre. Queria que confiassem na gente!
Gostava dos seus presentes, das brincadeiras, das suas dobraduras de peixe e desenhos de gatinho.
E hoje, engraçado... Sinto vontade de ver o mar.
Eu não gostava do mar, nem da praia. Eu não gostava de psicologia. Eu não gostava de Billy Idol. Eu não gostava da natureza.
E olhe pra mim! Tudo que tenho feito... Você teria sido boa psicóloga pros outros. Jamais a psicóloga de si mesma. Nada diferente de mim. Nada diferente dos outros.
E você as vezes me deixava sozinha. Eu não entendia... Era a sua busca por você.
Mas a busca por você era feita sempre nos outros. Mas não importa. Você amou. E amou com veracidade, com pureza.
Mas a busca por você era feita sempre nos outros. Mas não importa. Você amou. E amou com veracidade, com pureza.
Desculpa se não reconheci tuas virtudes antes.
Obrigada por ter sido uma boa mãe.
sexta-feira, 23 de março de 2012
Inconsciente, seu psicopata filho da puta!
Por que não me deixa sozinha?
Que vem fazer nos meus sonhos todas as noites e ainda por cima trazendo companhia tão desagradável? Minha mente é lugar inóspito para vocês dois juntos.
Não quero sentir raiva, mas é insuportável imaginá-los. Acordo com olhos úmidos e vontade de chorar. Tenho horror a isso.
Sou só eu que sinto tristeza, saudade? Ou já conseguiu apagar todas as lembranças pra dar lugar às novas?
As vezes se torna difícil não pensar que tudo estava sendo planejado pelas minhas costas. E supor quantas vezes pude ter sido enganada. Não, não quero chegar a esse tipo de conclusão. Não quero pensar no que foi, quero pensar no que será.
Mas por favor, não me apareça de noite com ela. Inconsciente, por favor, deixe de ser psicopata e de tentar me ver no chão.
Desculpa, não quero te afastar. Mas também não peça que eu não chore...
segunda-feira, 19 de março de 2012
Tão ideal
Embora tenha ficado claramente pueril, é algo inédito pra mim e feito por mim. Composto por algo que se assemelha pelo menos um pouquinho a sonoridade de um poema. HAHA
Esboça ideias sobre algo que é verídico. No entanto, não quero ser julgada nesse aspecto. É um segredo! Não quero ser descoberta :3
Fingir é insuportável,
Escrever, inevitável!
Já que esse meu segredo não pode ser revelado a ninguém.
Não sei se é errado, mas é fato que algo está bem mudado aqui.
Antes de dormir, é no teu nome que eu penso
E em tua imagem, fantasio e desejo.
Será isso ilusão? Fruto de um vazio emotivo...
Serei eu vítima da solidão?
Não!
Sei que te quero ao meu lado e não sei bem o porquê.
É que a tua companhia faz tão bem, mesmo que sem querer.
Te imaginar é tão natural, sonhar com a tua forma impregnada em mim...
Parece tão ideal!
Não houve nada delineado
Tudo foi produto do acaso
E pra quem não acredita:
Meu total descaso, minha aversão!
Se esse sentimento é meu,
Quem há de cuidar dele serei eu !
Esboça ideias sobre algo que é verídico. No entanto, não quero ser julgada nesse aspecto. É um segredo! Não quero ser descoberta :3
Fingir é insuportável,
Escrever, inevitável!
Já que esse meu segredo não pode ser revelado a ninguém.
Não sei se é errado, mas é fato que algo está bem mudado aqui.
Antes de dormir, é no teu nome que eu penso
E em tua imagem, fantasio e desejo.
Será isso ilusão? Fruto de um vazio emotivo...
Serei eu vítima da solidão?
Não!
Sei que te quero ao meu lado e não sei bem o porquê.
É que a tua companhia faz tão bem, mesmo que sem querer.
Te imaginar é tão natural, sonhar com a tua forma impregnada em mim...
Parece tão ideal!
Não houve nada delineado
Tudo foi produto do acaso
E pra quem não acredita:
Meu total descaso, minha aversão!
Se esse sentimento é meu,
Quem há de cuidar dele serei eu !
sábado, 17 de março de 2012
No Escuro
Escrevi não faz muito tempo. Sobre o peso das cobranças que me eram feitas quando minha mãe estava no leito de morte. Me indignava as pessoas quererem demonstrações de luto e tristeza, sendo que, não manifestar não significa não sentir.
Enquanto dotes cênicos afloram em todos ao meu redor, refugio-me nas entranhas de uma racionalidade altamente sistêmica e controlada.
Um rosto frio,um olhar intrínseco sobre a razão das coisas. Tão insensível ,tão egoísta.
Assim que costumam ser os julgamentos sobre mim.
Não amenizo, com palavras doces, o pranto de ninguém. Não debato temas que me recordem de uma tragédia. Não sinto prazer no sadismo em acompanhar de perto toda e qualquer notícia mórbida.
Cada vez menos sinto sequer o aumento da circulação sanguínea em função de uma situação problema. Não me assusto.
Cada vez menos disponho de um riso que não seja histérico, desesperado, mecânico em negar uma emoção secreta, escondida no escuro.
Uma aversão ao sofrimento explicito dos outros, se torna cada dia maior em mim. Se minhas atitudes afobadas e inconsequentes diante da gravidade de um problema são injustificáveis, por que as lágrimas dos outros sempre são bem aceitas?
Por que não posso sentir o mundo como bem quiser? Por que não posso agir do meu modo frente a um medo profundo acerca de algo que todo mundo desconhece e tem medo também?
Enquanto todos exibem seu condicionamento biossocial, chorando e sofrendo , construindo um padrão robotizado de tristeza, eu continuo a pensar só.
No escuro.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Ah, amizade. Tão estimada amizade!
Dezoito anos, uma vida inteira sem saber o valor que tem a tal estimada amizade.
Se busco olhar pra trás, noto que jamais consegui esmiuçar uma ralação a fundo, sem ter grandes pretensões, simplesmente por ser a relação, algo bom de cultivar. Sem interesses, com reciprocidade natural e sem cobranças. Acho que essa é a definição melhor que consigo pra ‘amizade’ nesse momento.
Nunca me achei auto-suficiente, mas também nunca quis aceitar o quanto amigos verdadeiros me faziam falta. Escondi-me atrás de um relacionamento , que a principio, devia ser um namoro, só pra sugar um apoio que nunca permiti que pessoas ‘’comuns’’ me provessem. Só pra amenizar uma carência que não era de amante. E é impossível que uma pessoa em posição de parceiro romântico, possa garantir valores e afetos exclusivos da amizade.
Sentia como se a qualquer momento as pessoas pudessem virar as costas pra mim. Ou talvez, como se eu não fosse suficientemente interessante, altruísta, simpática pra conseguir manter pessoas ao meu redor. Mas todos esses atributos são bastante relativos. Uns me acharão a amiga mais verdadeira. Outros enxergarão que sou egoísta. E outros ainda escreverão meu nome numa lista de possíveis amores.
Tudo isso pode parecer muito óbvio, a quem foi ensinado desde cedo o valor que tem um amigo e o valor que tem estender a mão a alguém por simples bondade.
Mas não parece nada óbvio pra mim. Na verdade, admito ser um tanto deslumbrante. Algo como uma nova descoberta, feita tardiamente.
E pensar que já acreditei que o maior objetivo da vida é construir uma relação a dois...
Hoje enxergo e afirmo que o maior objetivo da vida é curar-se do desprezo consigo mesmo.
É ter o mínimo de auto-suficiência e amor próprio. É conseguir enxergar no outro, apenas o outro e não um oceano de oportunidades a seu favor. É ver que pra construir o tal relacionamento a dois, é necessário no mínimo distinguir o outro de si mesmo e desmanchar as expectativas de que o outro resolverá sua insegurança, seus medos.
Há valores, que devemos ter encravados na essência. Valores estes que não se pode construir em conjunto com ninguém que não seja apenas amigo, que não seja apenas família.
E lamento pelo tempo que perdi, achando que viria alguém me socorrer dos meus males. Estava enganada. Não virá um me socorrer. Virão vários. E a isso se atribui o nome de AMIGO.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Da ira à razão
Maldita mente, fraquejaste! Como pôde colocar-me tão desesperada mesmo sabendo que o corpo, por conseguinte, corria o risco de padecer?
Jogo de mau gosto este que jogaste comigo, minha mente, minha exclusiva companheira da noite.
Preocupação infundada, insegurança traiçoeira, angústia infernal, não quero a vossa companhia! Mesmo que estes sejam os dias mais escuros da minha vida... Que seja bem vinda a racionalidade. Esta sim! Que me visite todas as noites, que não me abandone como fazem as pessoas. Porque as pessoas são errantes, mas isso não se aplica a velha e boa razão.
Fiz um pacto esta noite. Um trato comigo mesma! E jurei pelo amor da minha mãe que está no céu, que hei de tomar controle sobre mim, sobre meus atos.
Colocar-me-ei em primeiro lugar daqui pra frente, pois como se diz,meus caros, o limiar entre a sanidade e a loucura é ínfimo. Suficientemente ínfimo para ser rompido pelo desespero e ira passageira.
E quanto a ti, mãe querida, veja que tua filha aqui na Terra há de alcançar toda magnitude da tua força em vida, pois foi está a lição que deixaste pra mim e é esta lição que seguirei!
Quando 'nós' tornou-se 'eu e você'
Se comparado a tua companhia o resto do mundo é tão sem graça...
Todos os outros sorrisos, todos os outros olhares... tudo é tão trivial!
As conversas, por melhores e mais sinceras que sejam, nunca sequer assemelhar-se-ão às conversas que costumávamos ter.
E nem os melhores humoristas são capazes de me arrancar sorrisos como faziam as piadas e brincadeiras que só nós dois entendíamos.
Não há no universo, espaço que caiba todo amor que houve em tudo que vivemos e quem sabe, ainda viveremos; caso a vida e o tempo nos permitam.
Mas agora, como encarar a frieza do mundo que antes passava despercebida? Como admitir que a felicidade de quem amamos pode nos custar mais caro do que pretendíamos pagar e que talvez esteja muito, muito além do alcance das nossas próprias mãos...? Como aceitar que por mais caloroso e bem intencionado seja o afeto que sentimos, ele pode ferir ao invés de amparar?
A todo momento me vejo tentando entender e responder a essas questões. Tenho fé que estando em paz, o mundo fará as pazes comigo. E estando de bem com a vida, poderei tentar estar bem com você ;)
Todos os outros sorrisos, todos os outros olhares... tudo é tão trivial!
As conversas, por melhores e mais sinceras que sejam, nunca sequer assemelhar-se-ão às conversas que costumávamos ter.
E nem os melhores humoristas são capazes de me arrancar sorrisos como faziam as piadas e brincadeiras que só nós dois entendíamos.
Não há no universo, espaço que caiba todo amor que houve em tudo que vivemos e quem sabe, ainda viveremos; caso a vida e o tempo nos permitam.
Mas agora, como encarar a frieza do mundo que antes passava despercebida? Como admitir que a felicidade de quem amamos pode nos custar mais caro do que pretendíamos pagar e que talvez esteja muito, muito além do alcance das nossas próprias mãos...? Como aceitar que por mais caloroso e bem intencionado seja o afeto que sentimos, ele pode ferir ao invés de amparar?
A todo momento me vejo tentando entender e responder a essas questões. Tenho fé que estando em paz, o mundo fará as pazes comigo. E estando de bem com a vida, poderei tentar estar bem com você ;)
Reflexãozinha ;)
Dentre todas as frustrações que vivemos a mais compartilhada se refere ao amor. Talvez porque nenhum de nós esteja totalmente pronto para carregar sobre os ombros a força que esse sentimento tão humano, tão complexo e ao mesmo tempo severo, exerce sobre nossas vidas.
Quando amamos alguém e somos retribuídos, tendemos a acreditar que independente de qual seja a circunstância, o amor do outro estará la a guardado para nós. Esquecemos as vezes da singularidade do outro e então sufocamos. É necessário ser maduro e ter uma alta percepção sobre o limiar entre nós e o outro pra evitar isso; o que é muito foda, diga-se de passagem.
Quando encontramo-nos sufocados em nosso pessimismo sequer lembramos de nós mesmos, focando assim, nossos problemas. Mas se há nesses momentos o desprezo pelo amor próprio como amar o próximo? Como dar a outro o que não temos para com nós mesmos?
E então, só quando encontramos a paz individual em nossas almas é que podemos dar a nós mesmos a chance de amar e ser amado.
É assim que acredito, pelo menos e assim que tenho visto funcionar.
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