Estação da Luz, mar de gente, áurea confusa. O trem estaca na plataforma, um cânone dissonante de centenas de vozes desconhecidas emerge de dentro dos vagões. O aspecto anacrônico da arquitetura suscita o espectro de um passado mais ou menos distante engastado na gente. Progresso, metais, indústria, exploração.
A praça é
clara,
muda. Os desavisados transitam sem notar o burburinho dos esquecidos. A sociedade ė surda.
Outro desembarque, outra onda se arma.
Nadamos contra a corrente, na multidão profusa. Convicção certeira, invocação do bem a nossa maneira.
Nossos coletes são escudos e no meio disso tudo somente uma certeza: somos nós que construímos o mundo!
Que Jah nos proteja.
Texto dedicado aos meus companheiros de trabalho. Equipe Roots <3>3>
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