Não me reduza ao seu normal estéril e incompetente
Não me injete estigmas nas veias,
pra remediar o sintoma da existência
Não torne fantasma o que em mim tenho tão vívido
Se chamam-me insensata é por insano medo
da vulgar insensatez
Esse louco medo que só se esvaece
Quando do ego se esquece
No descarrilar do trem do juízo.
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Pôr do Sol
Você visão, eu palavras
Você mundão,eu em casa
Eu teoria, você prática
Eu razão, você empático
Você ação, eu estática
Eu que não quis olhar o sol cair. Eu que calei minhas palavras roucas...
Eu que não pude prever que a energia que produz o choque entre nossos universos é motriz que aproxima nossas bocas.
Você mundão,
Eu teoria, você prática
Eu razão, você empático
Você ação, eu estática
Eu que não quis olhar o sol cair. Eu que calei minhas palavras roucas...
Eu que não pude prever que a energia que produz o choque entre nossos universos é motriz que aproxima nossas bocas.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
Geografia
Subitamente me vi espiando os retratos que compõem a geografia da vida.
O quadro das ondas que se quebram sob o céu alaranjado do crepúsculo. A cartografia dos corpos dos amores antigos: seus rios, seus limites, as fronteiras e os contornos que ficaram salvoguardados na lembrança. O encontro do avião e das embarcações - em foco e na mesma composição - na Ponte Rio-Niterói. A expressão dos índices de natalidade estampada na frivolidade do choro de uma criança que irrompe no silêncio da noite. As vozes de uma multidão de operários nas ruas, reivindicando greve geral, perpetrando revolução. A descoberta de que da nossa perspectiva latino-americana, nosso norte é ao sul, mas enquanto brasileiros, resistimos junto ao Nordeste-Norte. E da perspectiva mundial, nós da América de baixo, de mãos dadas a mãe África, já bem surrados, estamos lançados à própria sorte. Nós, a periferia da esfera a que chamamos Terra, avançamos e resistimos sem passaporte.
O quadro das ondas que se quebram sob o céu alaranjado do crepúsculo. A cartografia dos corpos dos amores antigos: seus rios, seus limites, as fronteiras e os contornos que ficaram salvoguardados na lembrança. O encontro do avião e das embarcações - em foco e na mesma composição - na Ponte Rio-Niterói. A expressão dos índices de natalidade estampada na frivolidade do choro de uma criança que irrompe no silêncio da noite. As vozes de uma multidão de operários nas ruas, reivindicando greve geral, perpetrando revolução. A descoberta de que da nossa perspectiva latino-americana, nosso norte é ao sul, mas enquanto brasileiros, resistimos junto ao Nordeste-Norte. E da perspectiva mundial, nós da América de baixo, de mãos dadas a mãe África, já bem surrados, estamos lançados à própria sorte. Nós, a periferia da esfera a que chamamos Terra, avançamos e resistimos sem passaporte.
(des)construção e (r)existência
O medo aduba a imaginação, semeia campos onde brotam sementes medrosas.
Os ouvidos são sensíveis, surdos à razão.
Rompem-se as fronteiras, misturam-se as frequências, vida que sai dos trilhos.
No limbo do sistema límbico vozes algozes disparam contra os tímpanos.
Vieram
Um exército de dúvidas golpeia as asserções, tombam a sentinela, a rendição está completa.
Nos escombros das batalhas, redenção: Um suspiro, alívio. Resiliência.
Renasci. Luto com resignação contra os lutos que carrego de mim. Agradeço a
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