Quando abrirem as comportas da represa branda
As águas caudalosas
Trarão boiando
As angústias ancoradas
Um naufrágio vertiginoso
Nos fantasmas do passado
Mas quando cessar a tempestade
Ao término da cesárea
Encerrado o ruído luminoso
A vergonha estampada na cara
Razão das águas rasas
Que é terminar com a insônia
Afrouxar amarras
Que subtraem à soma
Dos vermes que o corpo comem
À terra que abraça