terça-feira, 7 de setembro de 2021

Uma inconstância [constante] contesta a segurança do que guarda o crânio.
A intempestividade tempestuosa troveja o que vai no peito. 
Rajadas trincam espelhos imaginários 
que se derramam em derradeiras imagens estilhaçadas,
 precipitando fases, frases, faces, sentimentos? 

Fronteiras que moram entre uma e outra coisa. 
Nuances que matizam os entremeios 
se vão emaranhadas, enlameadas, 
borrando em furtacor, 
furtando a cor dos dias de paz.
Os venenos potentes  num caldeirão efervescente 
fermentando mágoas na cabeça do século. 
Males crescentes jorrando cascatas luminosas,
pixelando quadros estáticos,
Teias, telas, tetas. 

Vulcões de dores agudas em plena erupção de seu gozo carrasco. 
O tirano habita em nós, 
nos nós dos laços que atam desejos 
ao ventre carente, ardendo. 
Inconstanciazinhas, dissipando razões minúsculas, cretinas. 
Certezas de merda. 
Receita é a dúvida.
Recebam laudos que provam
                          [ou abnegam?
que é remédio 
um enorme buraco no seio 
vazio e mudo. 
Vazio-mundo.