Uma inconstância [constante] contesta a segurança do que guarda o crânio.
A intempestividade tempestuosa troveja o que vai no peito.
Rajadas trincam espelhos imaginários
que se derramam em derradeiras imagens estilhaçadas,
precipitando fases, frases, faces, sentimentos?
Fronteiras que moram entre uma e outra coisa.
Nuances que matizam os entremeios
se vão emaranhadas, enlameadas,
borrando em furtacor,
furtando a cor dos dias de paz.
Os venenos potentes num caldeirão efervescente
fermentando mágoas na cabeça do século.
Males crescentes jorrando cascatas luminosas,
pixelando quadros estáticos,
Teias, telas, tetas.
Vulcões de dores agudas em plena erupção de seu gozo carrasco.
O tirano habita em nós,
nos nós dos laços que atam desejos
ao ventre carente, ardendo.
Inconstanciazinhas, dissipando razões minúsculas, cretinas.
Certezas de merda.
Receita é a dúvida.
Recebam laudos que provam
[ou abnegam?
que é remédio
um enorme buraco no seio
vazio e mudo.
Vazio-mundo.