Quais das
suas ideias
são
ideias suas?
quarta-feira, 29 de junho de 2016
quarta-feira, 22 de junho de 2016
Tempos de agora
Coração pulsando atrás do relógio,
aceleração disfarçada de ansiedade,
fuga à imersão, polissemia à vontade.
E se todos os medos se rebelassem desejos refreados?
E se ódio somente fosse o amor marginalizado?
E se na desinformação deformada das horas,
tempo nenhum fosse realidade
se não o agora?
aceleração disfarçada de ansiedade,
fuga à imersão, polissemia à vontade.
E se todos os medos se rebelassem desejos refreados?
E se ódio somente fosse o amor marginalizado?
E se na desinformação deformada das horas,
tempo nenhum fosse realidade
se não o agora?
sábado, 30 de abril de 2016
Qué querê
Rir sem compromisso
Desnudar o teu ridículo
Amolecer o peito rijo
Deixar viver
Esmorecer a tua raiva
Pulsar descontrolada
A euforia dessa alma
que só quer querer
Desnudar o teu ridículo
Amolecer o peito rijo
Deixar viver
Esmorecer a tua raiva
Pulsar descontrolada
A euforia dessa alma
que só quer querer
terça-feira, 26 de abril de 2016
Véus de seda
Por trás do retrato há a história que ninguém ouviu. Nas entrelinhas da narrativa breve e mesquinha há o universo das sensações que só quem esteve presente sentiu. Por entre os lábios maquiados, o desejo de se flagrar visto por olhares súbitos, elogios desavisados.
Ao léu, vagam os defeitos. Não há quem os queira abraçar, envolvê-los junto ao peito.
A espontaneidade foge aos dedos, se desgarra de uma alma que deseja - em segredo - ser nada além dela mesma; mas que no mundo dos fantasmas perfeitos, se encobre em véus de seda.
A espontaneidade foge aos dedos, se desgarra de uma alma que deseja - em segredo - ser nada além dela mesma; mas que no mundo dos fantasmas perfeitos, se encobre em véus de seda.
terça-feira, 15 de março de 2016
Contramaníaco
Não compito, tolero.
Se consigo, coopero.
Mas pra gozar
do acaso do destino
abro mão do ego.
Não, não faço juízo
esbravejar sem armas
é delírio risível.
Deliro em grandes sonhos
daqueles que se disfarçam
de ínfimos desejos mundanos.
Dispenso os adornos
sou humana em estado bruto
despindo-me até a essência
que rebenta na pura vivência
de cada instante ininterrupto.
Se consigo, coopero.
Mas pra gozar
do acaso do destino
abro mão do ego.
Não, não faço juízo
esbravejar sem armas
é delírio risível.
Deliro em grandes sonhos
daqueles que se disfarçam
de ínfimos desejos mundanos.
Dispenso os adornos
sou humana em estado bruto
despindo-me até a essência
que rebenta na pura vivência
de cada instante ininterrupto.
sábado, 12 de março de 2016
Alteridade
Encontro nos desencontros
esse encontro de contrários
residente no arbitrário
desse descompasso
Dos inversos
despontam
estes versose desapontam
os que não veem-se
no outro
o reflexo
do outro lado.
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
Pedido de alta
Não me reduza ao seu normal estéril e incompetente
Não me injete estigmas nas veias,
pra remediar o sintoma da existência
Não torne fantasma o que em mim tenho tão vívido
Se chamam-me insensata é por insano medo
da vulgar insensatez
Esse louco medo que só se esvaece
Quando do ego se esquece
No descarrilar do trem do juízo.
Não me injete estigmas nas veias,
pra remediar o sintoma da existência
Não torne fantasma o que em mim tenho tão vívido
Se chamam-me insensata é por insano medo
da vulgar insensatez
Esse louco medo que só se esvaece
Quando do ego se esquece
No descarrilar do trem do juízo.
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